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EDP apoia oito projetos de acesso a energia limpa em África com meio milhão de euros

Terça-feira 16, Junho 2020
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Projetos serão desenvolvidos em Moçambique, Quénia, Tanzânia, Nigéria e Maláui e devem beneficiar mais de um milhão de pessoas. Valor total do financiamento através do Fundo A2E chega a 500 mil euros.

A EDP vai apoiar oito projetos sustentáveis e de energia renovável em cinco países africanos, através do Fundo A2E (Access to Energy). O financiamento, num total de meio milhão de euros, pretende promover o acesso a energia limpa em zonas mais remotas e carenciadas e, dessa forma, ajudar a combater a pobreza energética naquele território.

Nesta segunda edição do fundo, a EDP recebeu 160 candidaturas, tendo selecionado oito propostas para serem desenvolvidas em Moçambique, Quénia, Tanzânia, Maláui e também Nigéria, que agora se junta aos quatro países já abrangidos no último ano. Tal como na edição anterior, o Fundo A2E aposta em projetos que envolvem cinco áreas prioritárias – educação, saúde, agricultura, empresas e comunidade – e destaca critérios de avaliação como o impacto social, parcerias, sustentabilidade, potencial de expansão ou viabilidade financeira.

Desde a instalação de painéis solares à criação de inovadores sistemas de irrigação, os projetos partilham regras sustentáveis e o objetivo de melhorar a vida das comunidades – estima-se que as iniciativas apoiadas irão beneficiar, de forma direta e indireta, mais de um milhão de pessoas nos cinco países. Com três projetos, o Quénia destaca-se na lista de entidades selecionadas: KarGeno, Dadreg e Centrum Narovinu. Segue-se o Maláui, com duas organizações: aQysta e Unicef. Em Moçambique, a entidade selecionada foi a VIDA, na Nigéria foram os Salesians of Don Bosco e, na Tanzânia, a escolha recaiu sobre a fundação Aga Khan.

Destinado a entidades com ou sem fins lucrativos, o Fundo A2E dá assim continuidade ao programa iniciado em 2018 que, logo nessa primeira edição, recebeu 108 candidaturas de quatro países e disponibilizou 450 mil euros para apoiar novos projetos em áreas e populações carenciadas. À semelhança do primeiro ano, o fundo continua a garantir apoios financeiros entre 25 mil e 100 mil euros a cada projeto.

Com esta segunda edição do Fundo A2E, a EDP reforça o seu compromisso com a sustentabilidade e com a necessidade de combater a pobreza e a exclusão elétrica que ainda afetam a vida de milhões de pessoas, especialmente em comunidades rurais remotas e carenciadas de países em desenvolvimento. Estes apoios financeiros inserem-se numa estratégia global para a África subsariana, que tem envolvido o investimento em vários projetos. É o caso da aposta, em 2018, na SolarWorks!, em Moçambique, onde se dedica à comercialização de soluções descentralizadas de energia solar, e, mais recentemente, da aposta na Rensource, na Nigéria, onde desenvolve e gere sistemas também de energia solar.

 

O que faz cada um dos oito projetos

  • A KarGeno apresentou um projeto de irrigação sustentável em Mabinju, no Quénia. O projeto prevê a instalação de dez sistemas de irrigação gota a gota com bomba solar para abastecer dez grupos de agricultores e dois tanques de água para cada grupo. A medida vai beneficiar 1/3 das famílias com terras agrícolas.
     
  • Também no Quénia, a Dadreg candidatou-se com um sistema solar de 15 kWp para o centro de formação comunitária em Nairobi. Esta instalação vai permitir que 980 jovens de um bairro carenciado tenham acesso a formação profissional para um emprego remunerado. Vai ainda contribuir para uma redução de 70% no custo da energia.
     
  • Um sistema solar de 20 kWp para abastecer a ‘Ilha da Esperança’, um centro comunitário na ilha Rusinga, no Quénia, foi o projeto com que o Centrum Narovinu foi selecionado. A instituição, que acolhe órfãos e crianças vulneráveis, envolve um jardim de infância, uma escola primária e outra secundária, um orfanato e ainda uma clínica médica e um laboratório de informática.
     
  • A Unicef candidatou-se com um projeto de instalação de dois sistemas de energia solar de 1,8 kWp para bombeamento de água em duas escolas e comunidades vizinhas no Maláui. O sistema vai permitir o acesso da população desta zona a água potável.
     
  • O projeto “Easi-Water, Easi-Pay” da aQysta prevê a instalação de 50 bombas de energia hidroelétrica e 50 kits de irrigação para apoiar os trabalhos de 250 pequenos agricultores em três distritos do Maláui. Com este sistema, vão dispor de irrigação nos terrenos agrícolas durante a estação seca.
     
  • A VIDA pretende instalar painéis solares para sistema de irrigação por bomba de água em Moçambique. Projeto envolve ainda a iluminação do centro de formação e oficina de artesãos para melhorar a qualidade de vida no distrito de Matatuine, garantindo maior acesso a informações sobre florestação, sistemas agroflorestais e segurança alimentar, bem como aumento da produção de mel.
     
  • A fundação Aga Khan propôs a criação do “Interruptor Solar de Mwanza”, um sistema solar de 39,6 kWp para o hospital Aga Khan, na Tanzânia, e oito equipamentos solares de aquecimento de água. Com isso pretende evitar as quebras frequentes de energia, reduzir a conta da energia elétrica e substituir o consumo de gasóleo dos geradores de reserva.
     
  • O centro Salesians of Don Bosco, na Nigéria, planeia a instalação de um sistema solar de 10 kWp para abastecer o Centro Vocacional e Educação Profissional. Projeto prevê ainda a criação de uma oficina/workshop para formar eletricistas e especialistas em sistemas solares para produção de eletricidade.

Todos os projetos selecionados pelo Fundo A2E podem ser consultados aqui