inovação na EDP

Converter energia solar em eletricidade através da tecnologia fotovoltaica é um processo cada vez mais barato e mais eficiente. Portugal tem um dos níveis de recurso solar mais alto dos países europeus, mas utilizá-lo pressupõe ocupar áreas geográficas muito significativas.

Utilizar a albufeira dos aproveitamentos hidroelétricos é uma oportunidade: evita-se a ocupação de outras áreas em terra, úteis para outras atividades, como a agricultura ou pastorícia, e pode aproveitar-se a ligação à rede elétrica já instalada que as centrais hidroelétricas não utilizam de forma constante. Porque há mais sol quando há menos chuva e vice-versa.

Reconhecendo este contexto e esta oportunidade, a EDP inaugurou, em 2017, uma central solar fotovoltaica flutuante na albufeira do rio Rabagão, em Montalegre, e apresentou, em 2019, o projeto para uma nova central Fotovoltaica Flutuante no Alqueva, que se encontra em fase de licenciamento.

Alto Rabagão

Projeto pioneiro a nível europeu, a central solar fotovoltaica flutuante, na albufeira do rio Rabagão, em Montalegre, testa a complementaridade entre a energia solar e a hídrica, bem como as vantagens ambientais e económicas desta nova tecnologia.

Com 840 painéis solares que ocupam uma área de 2500 m2, a plataforma, que resulta de uma parceria entre a EDP Produção, a EDP Renováveis e a EDP Comercial, tem uma potência instalada de aproximadamente 220 kWp e uma produção anual estimada de cerca de 300 MWh.

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Os estudos para avançar com esta central foram iniciados em 2015 e a construção, que envolveu 13 fornecedores (a maioria portugueses) e que abrangeu, no pico da obra, 25 trabalhadores, arrancou em junho de 2016.

A EDP investiu 450.000 euros para avançar com a instalação desta unidade piloto, que permitirá conhecer as implicações, vantagens e desvantagens da instalação em plataformas flutuantes dos painéis de conversão fotovoltaica e da sua exploração em conjunto com a produção hidroelétrica. Pretende-se ainda comprovar que esta solução tem claros benefícios ambientais na massa de água e porque reaproveita instalações existentes, evitando a construção de novas linhas de transporte.

A albufeira do Alto Rabagão foi escolhida por ter espaço e condições climatéricas adversas que permitem testar a tecnologia em condições extremas. Tem ainda um vale profundo com solo rochoso e significativas variações de cotas, o que permitiu testar as soluções de amarração.

Alqueva

O projeto Fotovoltaico Flutuante do Alqueva (em fase de licenciamento) prevê a integração de painéis solares no ecossistema do Aproveitamento Hidroelétrico do Alqueva, uma central hídrica com bombagem, que constitui um dos maiores sistemas de armazenamento de energia do país. O sistema de bombagem permite utilizar a energia eólica e solar, em períodos de menor consumo, para bombear a água da albufeira e, dessa forma, reutilizá-la para produzir nova energia hidroelétrica.

O novo projeto de solar flutuante da EDP está alinhado com alterações regulatórias em curso em Portugal que abrem a porta à existência de leilões de solar fotovoltaico e à hibridização, a combinação de energia de várias fontes renováveis com energia de centrais convencionais.

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    Se o projeto avançar, os novos painéis solares flutuantes, com 4 MW de potência instalada, vão permitir testar, não só esta hibridização do fotovoltaico flutuante com a hídrica com bombagem, mas também a sua combinação com um sistema de baterias.

    O projeto preconiza, por isso, o primeiro Living Lab de soluções integradas de energia renovável e armazenamento, para responder ao mercado de energia do futuro. Um mercado que, de acordo com o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 – o compromisso português com as metas do Acordo de Paris, é que 80% da eletricidade consumida seja de origem renovável, até 2030.

    Na solução de Alqueva será acrescentada uma segunda plataforma onde ficará um contentor de 20 pés (sensivelmente 12 metros) que terá um Transformador e celas de Média Tensão, com o intuito de diminuir as perdas. A tecnologia utilizada é a Seaflex.

    Projeto Solar Flutuante do Alqueva em números:

    • Potência Instalada: 4 MW
    • Nº de painéis: 11.000
    • Dimensões da plataforma: 4 ha
    • Profundidade da albufeira: 60 m
    • Oscilação do plano de água: 30m
    • Energia anual a produzir: 6 GWh (o equivalente a 25% das famílias da região - Portel e Moura)
    • Duração do projeto de instalação: 12 meses

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