inovação na edp

Fase do Projeto Piloto

O Projeto WindFloat desenvolveu uma tecnologia inovadora para permitir a exploração do potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40m. O foco de inovação do projeto foi o desenvolvimento de uma plataforma flutuante, com base nas experiências da indústria de petróleo e gás, para suportar turbinas eólicas multi-MW em aplicações marítimas.

A plataforma flutuante é semi-submersível e está ancorada no fundo do mar. A estabilidade é devida ao uso de "placas de aprisionamento de água" na parte inferior dos três pilares, associada a um sistema estático e dinâmico de lastro. O WindFloat adapta-se a qualquer tipo de turbina eólica marítima. É construído inteiramente em terra, incluindo a instalação da turbina, evitando, deste modo, o uso dos escassos recursos marinhos.

O WindFloat 1 engloba a conceção e construção de uma unidade de demonstração, incluindo uma turbina comercial de 2 MW. A unidade foi instalada na costa portuguesa, perto de Aguçadoura, e foi conectada à rede no final de dezembro de 2011. O projeto foi a primeira instalação eólica marítima em todo o mundo que não exigiu o uso de equipamentos pesados de elevação em alto-mar. Esta é a primeira turbina eólica marítima nas águas abertas do Atlântico e a primeira implantação de uma estrutura semi-submersível que suporta uma turbina eólica multi-megawatt.

O Windfloat 1 operou durante 5 anos com elevada disponibilidade, produzindo mais de 17GWh, num mar com altura significativa de vaga mais de 7m e sobrevivendo a ondas de 17m.

 

Installation of the Windfloat 1

The WindFloat 1 Project encompassed the design and construction of a demonstration unit, using a commercial 2MW turbine. The unit has been installed off the Portuguese coast, close to Aguçadoura, and was connected to the grid by the end of December2011. The project constitutes the first offshore wind deployment worldwide, which did not require the use of heavy lift equipment offshore. This is the first offshore wind turbine in open Atlantic waters and the first deployment of a semi-submersible structure supporting a multi-megawatt wind turbine.

The WindFloat 1 operated for 5 years with high availability, producing more than 17GWh at sea states up to 7m of significant wave weight and surviving waves of 17m.

Fase pré-comercial: WindFloat Atlantic

O próximo passo no desenvolvimento da tecnologia WindFloat é, assim, a fase pré-comercial, denominada WindFloat Atlantic (WFA), a primeira central de energia eólica flutuante à escala mundial.

O Banco Europeu de Investimento (BEI) concedeu, em Outubro de 2018, um empréstimo de 60 milhões de euros à Windplus S.A., uma subsidiária da EDP Renováveis (79,4%), Repsol S.A. (19,4%) e Principle Power Inc. (1,2%). O empréstimo de 60 milhões de euros financiará o parque eólico flutuante com o apoio do mecanismo InnovFin Energy Demonstration Project, financiado ao abrigo do atual programa de investigação e inovação da UE, Horizon 2020. Além disso, o projeto receberá 29,9 milhões de euros do programa da UE NER300 e até 6 milhões de euros do Governo de Portugal, através do Fundo de Carbono Português.

A instalação da primeira turbina de WindFloat Atlantic na plataforma flutuante foi realizada em julho de 2019, no porto exterior de Ferrol, em Espanha, constituindo um marco importante para o projeto WindFloat Atlantic e para o setor da energia eólica offshore, dado tratar-se da maior turbina alguma vez instalada numa plataforma flutuante.

As operações de fabrico e descarga (load-out) deste primeiro WindFloat foram levadas a cabo em Fene (Espanha) e a plataforma foi ancorada no cais de Ferrol, onde terá início a instalação da turbina eólica. A montagem irá desenrolar-se durante o verão de 2019, na preparação das operações offshore, agendadas para o fim do verão, altura em que a estrutura flutuante irá partir rumo ao seu destino final ao largo da costa de Viana do Castelo.

O projeto pertence ao consórcio Windplus, detido conjuntamente pela EDP Renováveis (54,4%), ENGIE (25%), Repsol (19,4%) e Principle Power Inc. (1,2%). As três turbinas que irão compor o parque eólico serão montadas em plataformas flutuantes amarradas ao leito marinho, para uma capacidade instalada total de 25 MW, o equivalente à energia consumida por 60 mil casas ao longo de um ano. Além do mais, esta tecnologia possui enormes vantagens que a tornam mais acessível e económica, incluindo a sua montagem através de gruas terrestres convencionais em terra firme (no porto) e a utilização de métodos de transporte marítimo comuns, tais como rebocadores, em vez de embarcações de instalação offshore dispendiosas.

O WindFloat Atlantic usa tecnologia avançada da Principle Power, que possibilita a instalação de plataformas flutuantes em águas profundas, anteriormente inacessíveis, e onde os abundantes recursos eólicos podem ser aproveitados. O parque eólico estará situado a 20 quilómetros da costa de Viana do Castelo, onde as águas alcançam uma profundidade de 100 metros.

Em 2016, outro projeto foi aprovado em França, com 4 plataforma com turbinas de 6MW, construídas na plataforma Windfloat. O projeto "Les éoliennes flottantes du golfe du lion" (EFGL) está em desenvolvimento pela Engie, EDP Renováveis e Caisse des Dépôts e deveria atingir COD em 2020.

Estes dois projetos vão demonstrar o perfil de baixo risco e a competitividade económica da tecnologia preparando o caminho para futuras estruturas de parques eólicos flutuantes offshore comerciais.

Windfloat Atlantic faz primeira distribuição de energia limpa

A primeira das três plataformas do projeto WindFloat Atlantic foi conectada com sucesso no dia 31 de dezembro de 2019, após a instalação do cabo que percorre os 20 quilómetros de distância entre o parque eólico e a estação instalada em Viana do Castelo. O parque irá atingir a capacidade de 25 MW com a instalação das outras duas unidades do projeto do consórcio Windplus.

Nos últimos dias, o projeto deu também mais um passo decisivo com a chegada da segunda das três plataformas ao largo da costa de Viana de Castelo. Quando estiver 100% operacional, o parque eólico, com seus 25 MW de capacidade instalada, será capaz de gerar energia suficiente para fornecer o equivalente a 60 mil habitantes por ano. A estrutura da plataforma - com uma altura de 30 metros e uma distância de 50 metros entre cada coluna - permite abrigar as maiores turbinas eólicas do mundo instaladas numa superfície flutuante, de 8,4 MW cada. Este sistema contribui para aumentar a geração de energia e promove uma considerável redução nos custos associados ao ciclo de vida.