Comunicado ao Mercado de Capitais do Presidente da Comissão Executiva da EDP
O Presidente da Comissão Executiva do Conselho de Administração da EDP - Energias de Portugal, S.A. ("EDP") vem comunicar ao mercado de capitais o seguinte:
"Terminei, no passado dia 31 de Dezembro, o período formal do meu mandato de Administrador e Presidente da Comissão Executiva da EDP - Energias de Portugal, S.A..
Concluído este compromisso, que assumi perante todos os accionistas da EDP, quero desde já clarificar que não é minha intenção cumprir novo mandato.
Não obstante a muita especulação recente sobre este tema, até hoje, nenhum accionista qualificado, público ou privado, tomou a iniciativa de comigo falar sobre o mesmo.
De igual modo e perante as insistentes notícias de que um dos mais importantes concorrentes da EDP poderia integrar o futuro Governo desta empresa passando a ter acesso e a participar na decisão da sua estratégia futura - algo que, por exemplo, em Espanha seria ilegal - também não houve qualquer tomada de posição inequívoca, pública, por parte dos accionistas qualificados contrariando essa situação, a qual considero totalmente inaceitável e com a qual nunca poderia conviver.
Assim, senti a necessidade imediata de comunicar ao mercado de capitais, de forma clara, a minha posição pessoal, procurando evitar mais especulações sobre o tema no que a mim diz respeito e desejando que se recupere rapidamente um ambiente de serenidade que permita um trabalho profissional e rigoroso.
Manter-me-ei na plenitude das minhas funções até à data da Assembleia Geral electiva e de aprovação das contas de 2005, a qual se prevê realizar até final de Março próximo.
Entretanto, continuarei a trabalhar com a minha equipa, sob a supervisão do Conselho de Administração, na defesa dos interesses de todos os accionistas. Tudo continuará a ser conduzido com a maior transparência, tendo presente o desenvolvimento rentável da EDP enquanto empresa independente.
Estou certo que terei o apoio de todos os colaboradores da EDP, que sempre demonstraram tanto profissionalismo, para que este período de transição para uma nova equipa de gestão se processe de forma serena e dedicada.
Liberto, agora, de que se possam gerar quaisquer confusões entre objectivos pessoais e interesses da empresa, retomarei uma postura de comunicação interna e externa próactiva, comentando, se e quando necessário, quaisquer iniciativas que possam afectar a empresa, a sua independência e o interesse legítimo de todos os seus accionistas."
João Ramalho Talone
Presidente da Comissão Executiva
EDP - Energias de Portugal, S.A.