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EDP defende maior ambição no combate às alterações climáticas

Sexta-feira 17, Novembro 2017
Environmental Initiative
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Cimeira do Clima encerrou hoje em Bona

A EDP considera que as metas europeias de renováveis para 2030 devem fixar-se nos 35%, mais ambiciosos do que os 27% propostos na revisão legislativa em curso na União Europeia.


A defesa de maior ambição em matéria de peso das renováveis no consumo final de energia, assumida numa posição pública subscrita por outras elétricas europeias, coincide com a realização da COP 23, a cimeira climática das Nações Unidas que decorreu até hoje, em Bona, na Alemanha.


Sem a imposição de uma quota superior, a União Europeia corre o risco de perder a liderança no combate às alterações climáticas, atrasando a eletrificação dos transportes e dos sistemas de climatização em edifícios, dois sectores essenciais à descarbonização das economias e criação de novos empregos. Uma posição que a EDP foi defender à COP 23, onde participou a convite da We Mean Business e do World Business Council for Sustainable Development, no âmbito da Marraquech Partnership for Climate Action.


A necessidade de definição de mecanismos eficazes para que o preço do carbono se possa transformar num fator de incentivo à transição para as renováveis foi outro dos temas defendidos pela EDP, que aproveitou para apresentar os objetivos da sua estratégia climática. O Grupo pretende chegar a 2030 com uma redução de 75% nas emissões específicas de CO2, face aos níveis de 2005, atingindo, já em 2020, mais de ¾ de capacidade instalada renovável.


A 23ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (COP23) decorreu em Bona, na Alemanha, sob a Presidência das ilhas Fiji.


Dos diversos temas destacados como prioritários pela Presidência para esta COP23 destacam-se as negociações relativas às regras e procedimentos para a implementação do Acordo de Paris, o financiamento para o combate às alterações climáticas e os esforços coletivos dos países no alcance do objetivo de longo prazo deste acordo climático são outros dos temas em agenda. O Acordo de Paris, firmado na COP 21, em 2015, pretende manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2º C face aos níveis pré-industriais e prosseguir esforços para limitar este aumento a 1,5º C.


Neste âmbito, assume cada vez maior relevância o envolvimento dos non stake actors que incluem naturalmente as empresas, com os seus próprios contributos para esta agenda.


Reconhecendo a relevância das alterações climáticas para os negócios e o papel que as empresas, sobretudo as energéticas, devem assumir na descarbonização das sociedades, a EDP continua a ser exemplo pelas boas práticas na área da sustentabilidade e ação climática e a participar nas Conferências das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas com voz ativa.