dimensão ambiental
Recursos Naturais

A água é um recurso essencial para a vida na terra e de valor ambiental, social e económico insubstituível. 

A EDP reconhece o acesso à água potável e ao saneamento como um Direito Humano universal e assume a sua responsabilidade na consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em particular o ODS 15, contribuindo para uma utilização sustentável dos serviços dos ecossistemas de água doce, procurando garantir o fornecimento de energia limpa e acessível para todos, de acordo com o ODS 7.

Compromissos

Ao abrigo da sua Política de Ambiente, a EDP compromete-se com a proteção ambiental, mitigando os seus impactes, gerindo riscos, estimulando a I&D + Inovação e promovendo a melhoria contínua dos processos, práticas e desempenho através de uma abordagem colaborativa com as partes interessadas para uma utilização eficiente e gestão sustentável da água.

Uso e gestão da água de forma sustentável em todos os processos, operações e instalações, melhorando continuamente o desempenho.

Dependência e impactes

A água é um recurso vital na EDP para a produção de eletricidade, em particular a hidroelétrica, uma parte importante do portfólio de produção renovável da empresa e crucial para sua estratégia de redução de emissões de CO2 e mitigação das alterações climáticas.

As centrais termoelétricas também dependem da quantidade e da qualidade da água disponível, tanto para as necessidades de refrigeração quanto de processo.

As atividades da EDP podem impactar, tanto negativa como positivamente, os recursos hídricos e ecossistemas:

  • A existência de barragens transforma os sistemas lóticos em lênticos com características hidráulicas muito diferentes
  • O uso de água por centrais termoelétricas resulta na emissão de águas residuais e pode aumentar a temperatura das massas de água que recebem descargas de água de refrigeração
  • As albufeiras das centrais hidroelétricas aumentam o acesso à água para outros usos, como a agricultura, consumo de água e recreio, servindo como reservas estratégicas de água e ajudando a regular as cheias a jusante.

O principal uso de água na cadeia de fornecimento da EDP está associado à extração de carvão. Dada a redução progressiva do carvão no portfólio de produção da empresa e a localização de fornecedores de carvão em áreas de baixo stress hídrico, os riscos da cadeia de fornecimento relacionados à água não são considerados materiais.
 

Desempenho

A EDP utiliza as diretrizes do CEO Water Mandate para a definição dos principais conceitos relacionados com a água, e apoia a sua avaliação do risco de exposição ao stress hídrico nas ferramentas do World Business Council For Sustainable Development (WBCSD) e World Resources Institute (WRI): Global Water Tool e Aqueduct.

Ao nível operacional, a empresa segue os padrões nacionais de desempenho para indicadores relacionados com a água (captações, consumo, qualidade dos efluentes). Na Europa, estes padrões são apoiados pela aplicação das Melhores Técnicas Disponíveis (MTD) para as centrais termoelétricas, e pela Diretiva-Quadro Água para a gestão das instalações hidroelétricas.

Consumo de água doce (milhões m3)
2018
2017
2016
2015
Consumo de água doce (milhões m3)
Serviços municipalizados ou outras entidades privadas
2018
13.83
2017
16.85
2016
16.98
2015
13.32
Consumo de água doce (milhões m3)
Água superficial
2018
14.40
2017
20.03
2016
16.04
2015
43.16
Consumo de água doce (milhões m3)
Água subterrânea
2018
0.19
2017
0.18
2016
0.16
2015
0.14
Consumo de água doce (milhões m3)
Água que retornou à fonte de origem em condições similares ou melhores do que as condições iniciais
2018
6.62
2017
8.68
2016
4.18
2015
11.24
Consumo de água doce (milhões m3)
Consumo de água doce
2018
21,80
2017
28,37
2016
29,00
2015
45,38

A EDP reporta publicamente indicadores de água no seu Relatório de Sustentabilidade, de acordo com a Global Reporting Initiative (GRI). A EDP também responde ao CDP Water, onde detalha a sua estratégia, compromissos, abordagem de gestão, riscos, oportunidades e desempenho relacionados com a água.

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Política de Ambiente

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Os combustíveis fósseis, juntamente com a água, constituem os principais recursos naturais utilizados nos processos de produção de eletricidade nas centrais termoelétricas, bem como na frota automóvel e em alguns edifícios administrativos

A capacidade de produção de energia elétrica a partir de combustíveis fósseis, sobretudo carvão e gás natural, é hoje de cerca de 25% do total da potência instalada do Grupo EDP no mundo.

Nos últimos anos, fruto da perda de competitividade do gás natural face ao carvão, tem-se privilegiado as centrais a carvão na Península Ibérica. 

No sentido de contribuir para a promoção de boas práticas e integração de princípios de sustentabilidade na cadeia de abastecimento do carvão, a EDP aderiu à iniciativa Bettercoal, que promove o envolvimento das diferentes partes interessadas no cumprimento de um código de conduta (ver Conteúdos Relacionados).

Consumo de recursos

 

No caso específico das centrais termoelétricas, onde o consumo de recursos é mais relevante, observaram-se as seguintes quantidades:

Unidade
2018
2017
2016
2015
Carvão
Unidade
t
2018
6.808.296
2017
8.339.258
2016
7.010.434
2015
8.403.447
Fuelóleo
Unidade
t
2018
7.363
2017
4.535
2016
9.178
2015
6.751
Gás natural
Unidade
Nm3
2018
1.013.863.751
2017
1.489.213.344
2016
1.025.114.039
2015
756.227.174
Gasóleo
Unidade
t
2018
4.575
2017
4.135
2016
5.260
2015
4.290
Gases residuais (siderúrgicos)
Unidade
Nm3
2018
3.814.437.570
2017
3.945.566.758
2016
2.787.537.500
2015
3,528,753,599
Anotações:

t - toneladas
Nm3 - Normal metro cúbico
"Gases residuais" incluem gás de alto-forno, gás de coque e gás siderúrgico.

Até 2014, observou-se uma tendência globalmente decrescente do consumo de energia primária associada a estes combustíveis, tendência essa que se inverteu em 2015, devido à entrada da central termoeléctrica a carvão de Pecém (Brasil) no perímetro de consolidação do Grupo EDP. Nos últimos 4 anos, o consumo de combustíveis fósseis tem oscilado em função do índice de hidraulicidade (IPH) na Península Ibérica, com predominância do carvão sobre o gás natural. O custo da produção de energia eléctrica a partir do carvão, incluindo o preço das licenças de CO2, não permitiu ainda inverter a ordem de mérito face às centrais de ciclo combinado a gás natural, mais eficientes e menos emissoras de gases com efeito de estufa.


 

Os produtos químicos são imprescindíveis nas atividades de produção e distribuição de eletricidade.

Grande parte do consumo desses produtos químicos é usada nos processos de tratamento de águas. Entre eles os processos mais relevantes estão associados à desmineralização da água e ao tratamento das águas residuais.


A atividade de manutenção de equipamentos também utiliza grande quantidade de óleos industriais.

RECURSOS QUÍMICOS
UNIDADE
2018
2017
2016
2015
RECURSOS QUÍMICOS
Ácido Clorídrico
UNIDADE
t
2018
1.249
2017
3.311
2016
2.734
2015
2.245
RECURSOS QUÍMICOS
Amoníaco
UNIDADE
t
2018
20.757
2017
31.573
2016
23.259
2015
23.058
RECURSOS QUÍMICOS
Calcário
UNIDADE
t
2018
96.736
2017
114.007
2016
58.096
2015
126.327
RECURSOS QUÍMICOS
Cloreto de Ferro
UNIDADE
t
2018
103
2017
106
2016
17
2015
240
RECURSOS QUÍMICOS
Hidrazina
UNIDADE
t
2018
21
2017
5
2016
-
2015
21
RECURSOS QUÍMICOS
Hidróxido de Sódio
UNIDADE
t
2018
625
2017
5.240
2016
1.561
2015
1.864
RECURSOS QUÍMICOS
Hipoclorito de Sódio
UNIDADE
t
2018
4.926
2017
7.427
2016
4.268
2015
2.820
RECURSOS QUÍMICOS
Sulfato de Alumínio
UNIDADE
t
2018
28
2017
39
2016
3
2015
6
RECURSOS QUÍMICOS
Óleos
UNIDADE
t
2018
268
2017
1.862
2016
117
2015
341
Anotações:

t - toneladas

O solo é geralmente definido como a camada superior da crosta terrestre, formada por partículas minerais, matéria orgânica, água, ar e organismos vivos. O solo constitui a interface entre a terra, o ar e a água e aloja a maior parte da biosfera (COM (2006)231 final, p. 2).

O solo é um recurso natural não renovável a curto prazo, leva dezenas de milhares de anos a formar-se e pode sofrer degradação em poucos anos, por vezes apenas em poucas horas. 

 

As atividades de produção e distribuição de eletricidade implicam risco de contaminação do solo derivadas do uso de óleos, combustíveis, outros produtos químicos, produção e armazenamento de resíduos e gestão de aterros de resíduos provenientes de tratamento de gases de combustão de carvão. 

  

Boas práticas de prevenção da poluição e proteção do solo 


Para minimizar o impacte ambiental sobre o solo, é identificado e avaliado o risco da sua contaminação, de acordo com o Manual para a Gestão do Risco Ambiental, e adotadas as seguintes boas práticas ambientais para a prevenção e controlo da contaminação: 

  • São identificados os passivos ambientais de acordo com:

          - a lei europeia da responsabilidade ambiental;
          - o processo de “due diligence”

  • ​É realizada formação e consciencialização aos colaboradores incluindo dos prestadores de serviço, sobre os riscos, as consequências e formas de atuação para eliminar ou minimizar os efeitos de uma ocorrência ambiental com potencial de contaminação do solo;

  • É proibido o uso de pesticidas proibidos na Europa (legislação mais restritiva);

  • Existem procedimentos de atuação para o manuseamento, carga e descarga e armazenamento de produtos com potencial de contaminação;

  • Encontram-se instalados equipamentos e materiais para a contenção e isolamento de possíveis derrames acidentais (cubas de contenção/retenção, contentores com materiais absorventes, dispositivos de isolamento de sarjetas e sumidouros, etc.);

  • Os armazenamentos de produtos perigosos encontram-se devidamente homologados e registados perante autoridades competentes, dotados com as medidas de prevenção que estabelece a regulamentação e com a manutenção preventiva que assegura as boas condições das mesmas;

  • Os armazéns de substâncias perigosas estão preferencialmente cobertos, o que impede ou minimiza, a entrada de água da chuva e, portanto, a lixiviação dos possíveis contaminantes;

  • As zonas de manuseamento de substâncias perigosas estão pavimentadas, são impermeáveis e, caso se justifique, contam com sistemas de contenção isolados (cubas ou bacias) não conectados a nenhuma rede de saneamento;

  • A atuação perante cenários de emergência (entre outros, os resultantes de avarias, incêndio, sismo, explosão, atos de vandalismo ou sabotagem, inundações) está definida e é treinada periodicamente;

  • Existem redes de piezómetros para controlo da qualidade das águas subterrâneas, em caso do risco de contaminação não ser desprezável;

  • É feita uma comunicação às entidades oficiais, caso se identifique um dano ou uma ameaça iminente de dano ambiental nas seguintes situações:

         - Derrame ocorrido em habitats naturais e de espécies protegidas;

         - Nas análises ao solo subjacente à camada de solo removido, verificarem-se excedências aos valores de referência das Normas de Ontário.